domingo, 20 de agosto de 2017

DÓI-ME


DÓI-ME


Dói-me o cansaço que trago em mim
Dói-me a obrigação de reviver a dor
Dói-me o suícidio nostálgico imposto
Dói-me cada passo que dou sem fé
Dói-me o pesar que me tolhe a voz
Dói-me não amar como desejo amar
Dói-me a ilícita dor que me consome
Dói-me este ópio agarrado à minha pele
Dói-me os sonhos levados pelo vento
Dói-me os castigos que a vida me tem dado
Dói-me este combate desigual todas as noites
Dói-me o luto contra o pior dos inimigos
Dói-me este meu remar contra a maré
Dói-me para me libertar deste eterno mal
Dói-me a insónia até de madrugada
Dói-me o sangue derramado no corpo vazio
Dói-me a secura da boca do vinho azedo
Dói-me ouvir as queixas a quem roubaram a vida
Dói-me as palavras gritadas em versos
Dói-me as lágrimas derradas em silêncio
Dói-me no fundo a secura das despedidas
Dói-me a palidez dos rostos em saudade
Dói-me ver os amantes da noite em desamores.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

🌺🌺 🌺🌺


sábado, 29 de julho de 2017

SUBMISSA


SUBMISSA


Numa cama de

Brancos lençóis

A mente vedada

Em silêncio punida

Dois corpos

Despidos de regras

Suplica obediência

De desejos

Submissa entrega

A sua alma

E vão ouvindo

Gemidos ofegantes

Num jogo de um

Fogo delicioso

Da mente ansiosa

Na pele arrepiada

De tanto prazer.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


quarta-feira, 19 de julho de 2017

SOFRO


SOFRO

A noite destas malditas insónias
Navego pela tua pele em desejo
Como um lobo ouvindo de cio
Acordo-te calam-se as palavras
Não servem de nada neste momento
Sem ti as noites são de insónia
Contigo são quentes como o troco
Que arde numa qualquer lareira
Ama-me, pertuba-me, seduz-me
Alicia-me com a tua boca para aquecer
A alma fria que te observa
Onde as palavras são sombras inúteis
Apenas quero escrever no teu corpo
O meu nome nesta noite de insónias.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quinta-feira, 6 de julho de 2017

POIS 🌺


POIS

Acendo o cigarro, me oblitero
Nesta punidade da carne, puno-me
Esta cigarrilha de aroma forte
Faço sofrer as minhas carnes
Castigo os meus pulmões, em flagelo
Deixo que a dor do corpo se propague
Suplicio em forma de prazer com lágrimas
Tinjo-me com sangue a minha vida
Por não conseguir que o amor me embriague
Como uma garrafa de vinho branco feito de uvas
Das castas de Alvarinho - Arinto que bom
Volto a acender mais um cigarro, que prazer
Só quem fuma é que sabe o aroma do maldito prazer
Sou um mártir de mim mesmo, porque quero
Vivo sem sentir, sem comprender o porquê
Apenas sei em destruir-me obliterando-me
Nesta punidade que faço na carne, a minha claro.

(¯`🌺´¯)
¸¸`•.¸.•´ ⁀⋱‿✫ 🍃
Isabel Morais Ribeiro Fonseca



sexta-feira, 26 de maio de 2017

AMAR SEM DÚVIDA🌹



Amar é Sem Dúvida
Viajar ao Som Das Mais Belas Melodias De Amor

 🌹🌹🌹
🌹🌹
🌹
Isabel Morais Ribeiro Fonseca





Os dedos
Transmitem ao corpo
Toda a seda
Extraída do fogo
De um ser iluminado
De amor ou prazer

🌹🌹🌹
🌹🌹
🌹
Isabel Morais Ribeiro Fonseca


Os beijos são frases
Que soletram alto
Depois de cada encontro
Nos livros das confidências.

🌹🌹🌹
🌹🌹
🌹
Isabel Morais Ribeiro Fonseca





🌹🌹🌹
🌹🌹
🌹


quinta-feira, 18 de maio de 2017

EU 💜💜


EU

Sou
Como sou
Por dentro
Por fora
Morde-me
Sente-me
Deseja-me
Conquista-me
Seduz-me
Constrói-me
Ama-me
E não te lamentes
☆ ┊ ☆ ┊ ☆ ┊ ☆
💜💜 
 Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sexta-feira, 5 de maio de 2017

NOIVA

NOIVA

Noiva do núcleo corporal
Labirinto de células mortas
Na ilusão das núpcias
Mão estendida à loucura
Lamentações num corpo nu
Iludida já se encontra
Na noite da desilusão
Amor no núcleo da esperança
Muro carnal nu de desejo
Desespero de tantas luas
Que serão minhas e tuas.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca