quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

"ESTRADA TRILHO"

 "ESTRADA TRILHO"


Perdida andava a minha alma
A minha mente, numa estrada
Num caminho, num trilho..
Cheia de solidão
Dias cinzentos, noites sombrias
Adormecidas, perdidas
Esquecidas, feridas, magoadas
Rompi o silêncio que jazia na minha alma
Deixei o sol entrar
Onde os pântanos que sujam o corpo.
A agua que lava a alma
A chuva que leva a lama.
O vento que sente magoa
O mar afunda a nossa mente
O pó que cega os nossos olhos.
A neve que gela o peito da nossa escuridão.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

"MATAR A DOR"

 "MATAR A DOR"

Para matar a dor
O sofrimento
Finjo que não a sinto
Que não a vejo
Parece um tempo
Lento e venenoso
Mata-me aos poucos
O corpo, a alma
Infinito a cada minuto
Suplica e finge
Ruídos da noite
Sombras sussurradas.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

"PODRIDÃO"

"PODRIDÃO"

Podridão disfarçada
Línguas afiadas
Perfumes conscientes
Aromas inconscientes
Olhos frios de morte
Onde guardo, calo
Disfarçadas de algodão
Negro, oculto, escondido

Pensamentos, reflexos
Imagens, inseguras, loucas
Taça envenenada turva de emoções
Segredos por descobrir.
Detalhes de um caminho
De uma vida sem razão
Sonhos perdidos
Esquecidos nas asas da imaginação.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


domingo, 12 de janeiro de 2014

"DESPIDAS"

 "DESPIDAS"

Outono, inverno
O jardim esta seco
As arvores despidas
Suspiram liberdade

Iluminam as almas
Perdidas, esquecidas
Ventos silenciosos
Ardem nos corpos nus

Anjos de luz onde
A morte não afaga-nos
Abafa-nos a nossa identidade
Nem a diferença

O sangue não circula
Chama-te, sente-te, chora
Fechas-se, deseja-te
Implora-te por breves momentos.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca



terça-feira, 7 de janeiro de 2014

"OLHOS"

 "OLHOS"

Os olhos aprendem a ver sem julgar
Não há vida sem morte
Não há criação sem poesia
Fiz uma porta da minha casa
Virada para o jardim dos sonhos
Vivi e vivo dentro dele e vi as rosas a florir
Quimera de esperança, nua e penitente.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sábado, 4 de janeiro de 2014

Senhor ainda..


Senhor
Ainda que eu ande pelos vales do deserto
Da tempestade, da sombra
Cercada por inimigos eu não temerei mal algum.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

"SAUDADE É TEMPO"

"SAUDADE É TEMPO"

Saudade de um momento
Que marcou o pensamento.
De um beijo prolongado
Que findou naquele momento

Saudade da pessoa amada
Que marcou a nossa vida
De alguém que nos amou
Da felicidade a sorrir
Que nos faz sentir saudade
Daqueles momentos doces

Que agora são só lamentos
Esquecimentos do tempo
Se estás a pensar em mim
Meu amor, minha paixão
Tira-me deste tormento sem fim.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

"RISOS DOCES"

" RISOS DOCES"

Hoje o dia chegou mais cedo
Com ele a alegria das crianças

A casa está cheia de amor
Dos risos inocentes das crianças

De onde os sonhos são flores
Perfumadas de felicidade e carinho

Anjos doces amados que desejam
Ser lembrados e querem ser amados

Hoje o dia veio cheio de paz
Onde o respeito e a sinceridade andam

Sempre juntos de mãos dadas, casa cheia de amor
Onde pode faltar tudo menos a esperança.

MariaIsabelMoraisRF