segunda-feira, 21 de abril de 2014

"ROUBAR OS SONHOS"

 "ROUBAR OS SONHOS"

Nunca deixem que os lobos.
Roubem os vossos sonhos.
E que a escuridão apague luz.
Dentro de nós existem lobos.
Lobos bons ou maus.
Do ódio, do amor
Prefiro andar pelos vales sombrios.
Com os lobos
Que em campos floridos.
De falsos cordeiros.
Existem noites em que apenas a lua uiva.
Os lobos ficam em silêncio.
Há muito tempo que convivemos.
No meio dos lobos e hienas
Em vestes de cordeiros.
Consomem toda nossa
Esperança
Liberdade
Há lobos que uivam dentro de nós
Num esforço brutal tentamos contê-los
Quando chegarem as noites chuvosas
Os dias escuros
Tente ouvir
Ouvir o pastor no meio dos lobos!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quinta-feira, 17 de abril de 2014

"NÃO PERGUNTES"

 "NÃO PERGUNTES"

Não me perguntes.....não perguntes
Como me sinto......amor
Só sei que estou triste e cansada
Preciso de espaço......de tempo
Do silêncio......do nosso quarto
Das janelas.....fechadas.....sem sombras.
De lugar vazio na noite
De palavras mudas.
Onde bebi um copo de vinho azedo
Mas queria beber contigo
Uma taça de vinho doce...doce
Como o nosso amor
Colher-te.... agora no meu regaço
Um silêncio reconfortante
Lençol de linho macio no nosso recanto
Eu dou-me inteira e quero-te
Quero-te por inteiro
Corpo todo meu.....cama desfeita em paixão
Na penumbra da tua ausência
Memória do teu rosto
Não quero meios abraços.....afagos
Verdades......ou beijos
Quero tudo amor....não me perguntes
Porque....tu já sabes amor

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


segunda-feira, 14 de abril de 2014

"FÊNIX"

 "FÊNIX"

Fênix, pássaro misterioso da mitologia
Grega onde as sombras...são sombras
Sombras de amor
O meu amor por ti renasce das cinzas
Asa partida....ferida de dor
Jardim florido....nasceu uma flor
Escrever é abrir o peito....sentir a alma nua
Deslizar em dores....cristalizando as mágoas
De cada lágrima......vazia
Momentos infinitos de amargura
Deserto sem luz e sem emoção.
Pó de lembranças......sofrem de um passado
Alegrias em tempos esquecidas
Ecoam os sentidos.....desgarrados
Da passagem do tempo
Mitologia grega .....onde renasceu um amor
Queimada das próprias cinzas....perdas...conquistas
Os sentimentos.... deixaram de bater
Fênix pássaro de fogo...de asa ferida....onde escreve
Com cinzas as sombras de um amor...amor
Queima-me a pele...como o fogo...que consome-me a dor.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


quarta-feira, 9 de abril de 2014

"PERDI-ME"

 "PERDI-ME"

Perdi-me em tempestades temporais
De vento, chuva e neve fria
Murmurantes vozes ouvidas
No refúgio das minhas noites negras
Carregadas de esperança.
Onde carrego as dores de quem quer nascer
Afago as ondas do mar aberto
Escondido nas profundezas
Do meu corpo, da minha carne
Onde tatuas-te na minha pele o teu nome
Encontro-me nas noites frias de cansaço
Deixo- me seduzir pelos meus silêncios anônimos.
Percorro todos os gestos mudos
E infindáveis abismos laterais do teu corpo
Perdi-me em temporais, de vento....chuva.....fria.
Onde tatuas-te na minha pele....o teu nome.....de desejo ardente.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


sábado, 5 de abril de 2014

"CONTEMPLAR O CAMINHO"

 "CONTEMPLAR O CAMINHO"

Voar para longe de um caminho
Anda a andorinha.
Que regressa em cada primavera.
Hoje não me apetece
Fazer exactamente nada.
Ficarei e limitar-me-ei a ver as pessoas à janela.
Despejar palavras.
Pensamentos levados pelo vento.
Absorver a solidão
Contemplar o meu cansaço
Ficarei com o corpo dormente
Sem movimentos
O meu coração está em chamas.
Seguro nas tuas mãos
Entre os teus braços e abraços fortes
O teu corpo e o meu
Neste quarto só nosso
Faremos os maiores pecados
Na tua boca e nos teus lábios viajarei.
Entre os teus carinhos e caricias voarei
Porque tu és como o ar que respiro
Para mim meu amor.....sinto
Sinto esta sensação
Que me faz querer-te mais.....mais
Ser só tua.....tua
Porque tudo é meu e tu és eu..

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


quinta-feira, 3 de abril de 2014

"CUMPLICIDADE"

 "CUMPLICIDADE"

Que saudades de tua loucura
Saudades da nossa cumplicidade
Dos teus desejos inesperados
Beijos roubados.... paixão às escondidas
Dos nossos sonhos e da realidade
Tudo que vivemos.....poderíamos ter vivido
Procuro-te descalça pela noite
Sinto o orvalho nos meus pés
A brisa toca as minhas vestes
O reflexo da lua, ilumina o meu caminho
Melodia da noite doce aos meus ouvidos
Cansada, deito-me no chão
Cheia de saudades...lembranças
Aproveito para olhar as estrelas
A lua sempre bela
Onde a tempestade que dilacera e rasga o tempo.
Pensamentos descompassados
Momentos desgovernados
Turbilhão de emoções.....fazem sentidos
Paradigma sem fim
Que ainda sinto por ti..saudades de tua loucura.
Da nossa cumplicidade.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


terça-feira, 1 de abril de 2014

Podemos encontrar


Podemos encontrar, cidades sem muralhas
Homens sem arte, sem fé, sem Deus
Com inúmeras inquietações que angustiam.
E que tiram a serenidade de homens e mulheres

Podemos encontrar, cidades sem muralhas
Casas feitas de barro, pedras ou fragas
Mas não homens e mulheres sem fé, sem Deus
Sem arte, sem amor e compaixão pelos outros.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca