quinta-feira, 29 de maio de 2014

"NECESSIDADE DE ESCREVER"

 "NECESSIDADE DE ESCREVER"

Tenho, tenho uma necessidade absurda de escrever.
Sobre tudo o que sinto, sobre tudo o que me incomoda.
Ao principio os meus textos
Muitas vezes não saiam dos rascunhos.
Talvez por medo ou talvez porque achar que não eram bons.
Para partilhar ou ler, depois o medo foi ganhando coragem.
Dou graças a Deus por ter-me dado asas.
A realidade é que os meus textos ou rascunhos.
Estão cheios de tudo que vai cá dentro.
As minhas mágoas, os medos, as vitórias
As derrotas, as mágoas
De que tenho sido protagonista.
Os meus textos e poemas
São o meu cantinho, o meu abrigo.
Sei que posso escrever.
O meu maior critico é o meu marido, é nele que eu confio.
Sinto-me segura no meu cantinho e no meu refúgio
Posso escrever o que quiser, não ofendo ninguém
Falo de mim, fico muito feliz que gostem do que escrevo "obrigado"

Isabel Morais Ribeiro Fonseca.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

QUERIDA MÃE.

QUERIDA MÃE.

Mãe tu que carregaste comigo
No teu ventre durante nove meses.
Mãe tu que trouxeste-me para a vida.
Mãe deste-me um cantinho dentro
De ti muito quente e protegido
Mãe nos teus braços foi acarinhada
Com teu amor e dedicação
Mãe o teu amor por mim,é incondicional
Mãe todos os dias proteges-me e acaricias-me
Mãe tu conheces-me por dentro e por fora
Mãe tu sabes quando estou triste
Mãe a tua força fortalece-nos
Mãe obrigado por ter nascida do amor.
Mãe amo-te e obrigado por seres minha mãe
Senhor abençoa a todas as mães
Nem sempre as podemos ter ao nosso lado
Que maravilha é ter uma mãe...Querida Mãe

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

domingo, 25 de maio de 2014

"PRESENTE"

"PRESENTE"

Dou-te os meus beijos
O meu corpo presente.

Dou com toda a certeza
Tudo que tenho cá dentro.

Deste meu corpo cansado
Destronado pela dor.

Onde aqueço o meu regaço
Da amargura da vida.

Só não te dou minha cruz
Porque tu já a tens meu amor

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quinta-feira, 22 de maio de 2014

"ALDEIA DE UM PASTOR"

"ALDEIA DE UM PASTOR"

Aqui está um homem que ama a sua poesia.
Como ama os lobos e a beleza da natureza.
Sempre que cai a noite e é hora de recolher o gado
As cabras, as ovelhas, as vacas para o curral
Hoje o pastor teme contar menos cabeças de gado
Que encaminhou para os prados, lameiros
Uivam os lobos nas tardes vazias
Nubladas cheias de neblina
 O pastor procura o seu cão e a sua matilha
A alcateia anda a atacar os rebanhos e a assustar
Eles têm fome, quem lhes pode negar....negar alimento
Os habitantes da aldeia que ameaçam
Violar a Lei e matar os lobos
Não é novidade
Afinal eles já os matam e ficam escondidos e mortos.
Isto não pode continuar assim dizem os aldeões
Esquecidos os lobos, com os dentes estraçalham a poesia
A carne fresca do gado, onde nunca houve nem haveria de haver.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 

sábado, 17 de maio de 2014

"DORMIMOS"

 "DORMIMOS"

Dormimos com a noite
Falámos, amámos, sonhámos
Mesmo que eu não diga nada.
Mesmo que nunca perguntes nada.
Estarás sempre arrependido
Por não teres confiado
Confiado o teu corpo ao meu.
E haverá sempre café quente.
Flores na mesa e na tua xícara.
Que seja infinito o que nos faz bem.
As saudades não fiquem nas memórias.
Como um navio atracado no cais.
Sem rumo, sem comando.
Negando em tempestades, por mares de saudades

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

domingo, 11 de maio de 2014

É urgente o tempo

É urgente
O tempo
Antes que se perca o amor.
Um marinheiro.
Antes que o barco encalhe na praia.
Construir certas palavras.
Antes de destruir palavras certas.
Inventar a felicidade.
Antes que sejamos invadidas pelo
Ódio, solidão
Multiplicar os beijos.
Descobrir rosas.
Rios, mar, orvalho
Manhãs de luz.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca



segunda-feira, 5 de maio de 2014

Vive hoje...

Vive hoje
Não olhes para o passado
Abraça o presente
O tempo que te resta
Sem saber que existe o amanhã.
Ama, vive
Sem medo
De amar
Sem medo
De sentir o ridículo
Ridículo na pele
Vive o presente
Segue para a frente, sem olhar para trás.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quinta-feira, 1 de maio de 2014

A vida perfeita...... imperfeita.


A vida perfeita, imperfeita
Sai de casa, perdi-me na escada
O elevador está avariado
No momento
Senti o teu rosto que acariciava-me
Os cabelos
E tocava-me com os teus olhos
De um beijo que me davas
E o meu maior desejo realizava-se
O teu olhar é igual a uma noite com luar
Que arde de paixão
Morreria ao teu lado feliz
Para o nosso amor ser sempre lembrado
Vida perfeita, imperfeita de um amor.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca