sexta-feira, 18 de julho de 2014

"ESCREVIA AS FOLHAS"

 "ESCREVIA AS FOLHAS"

Escrevi um livro contigo nos meus sonhos.
Onde escondi-te nas folhas que escrevia.
Em cada letra que escrevia, tu sorrias para mim.
Em cada palavra escrita, via o teu sorriso.
Escrevo amor, para que tu respires nas páginas.
Que vou escrevendo através do ar que retorna a mim.
Versos ordenados, rimados
Como tu tanto gostas.
Sem que eu me afogue
Nas palavras que vou escrevendo.
Palavras contidas dentro de mim
Que ao escrever eu dou a forma.
Da vida que construiste na minha alma
Na minha mente, no meu coração.
Ao escrever eu respirava a poesia do teu abraço forte
Em saudades do teu corpo.
Nestes poemas do infinito, onde eu enchia-me de ti
Dos versos que eu te dava.
Folhas de um livro onde nós nos escondíamos
E vivíamos longe de tudo e de todos.
Páginas escritas por nós, dos nossos sonhos
Da nossa realidade, da nossa vida.
De um livro vivo, escrito e aberto de memórias vivas.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

terça-feira, 15 de julho de 2014

"FACA AFIADA"

 "FACA AFIADA"

A faca afiada que corta-me a alma.
Sentida no meu corpo
Sentida na carne
Despedaçando-me
Devorando-me a mente
Faca afiada, como um punhal dilacerando
O meu coração
Já tão amordaçado
Desfeito em pedaços
Pedaços feitos em migalhas
Lâmina afiada que dilacera o meu peito
Com os seus delírios
Cravado-me na alma
Palavras em gritos
Choros sem face
Punhal da maldade que fere
Sem deixar cicatrizes ou talvez deixe
Pelo veneno das trevas
Que alimenta o espírito devorando
Com uma faca espetada no peito
Na alma, no corpo, na carne, na mente.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

terça-feira, 8 de julho de 2014

" PRANTOS"

" PRANTOS"

As minhas memórias
Estão onde
Choro derradeiras lágrimas.
Desencanto, prantos de dor
Trepadeiras agarradas nas sombras
De um muro feito de pedra
Talvez em fragas duras, antigas
Feitas na transparência dos sentidos
Alojadas no coração, na alma
Sinfonia de um último adeus
Onde dispo as minhas vestes já gastas
De um vestido negro de seda
Arrumo a caixa dos aromas
Cheiros das minhas memórias.
Lembranças suaves
Nos cantos esquecidas
De uma casa velha
Perdida no deserto da minha alma
Paredes brancas pintadas de cal
Desejos e marcas da tua presença.
Feitos de melancolia, de dor salpicada.
Encontro de palavras
Sentimento de abandono
Transparência de sombras
Sabor das lágrimas
Feita em pétalas de rosas
Que brotam dos meus olhos
Dos teus olhos doces como o mel.
Dos meus sonhos, do meu silêncio, no teu silêncio.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

domingo, 6 de julho de 2014

SUSPIROS

 SUSPIROS

....um suspiro...... uma lágrima.
..........uma prece
Sonhos lindos
........feitos de ilusões
Passageiros
Esperanças perdidas
.....no tempo
Tristes momentos
......felizes também.
Asas do tempo
.......felicidade escondida
Só partidas...vidas desunidas
Despedaçadas
.......desesperadas
Enganadas.....magoadas.
.......traídas
Pés fincados no chão
........caminhantes sem regresso
Somos pó........somos nada
Sem fé.....sem sonhos
.........poemas.......escritos
falados....recitados.....cantados..

 Isabel Morais Ribeiro Fonseca

terça-feira, 1 de julho de 2014

PORQUE?

 PORQUE?

Porque dói-me tanto?
As ausências e as partidas.

Porque sinto a chuva em mim?
Dos vendavais e dos temporais.

Porque a dor entra em mim?
Instalando-se, enchendo os dias tristes!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca