sexta-feira, 26 de setembro de 2014

" NA VIDA"

"NA VIDA"

Na vida, muitas vezes vivemos dificuldades e infortúnios
Sofremos, desesperamos, lamentamos e choramos
A vida é complexa, é como um imenso labirinto de fragas
Constantemente caminhamos por caminhos de cenários brutescos
E ininterruptamente nos deparamos em situações
Que nos transformam, que modificam a nossa própria natureza
Do nosso instinto selvagem
Que exigem qualidades, que muitas vezes não possuímos
Exigindo dos outros, valores extraordinários.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

EMBORA BANHADA

EMBORA BANHADA

Embora banhada se encontre a minha alma
Carrego em mim
Um segredo fechado a sete chaves
És a sombra que não deixo ir
A lua que espero para dormir
Na corrida do dia, na calmaria da noite
Venço sempre a tempestade
Pernoitando em ti
Rendendo-me e adormecendo em mim, em ti
Acreditei no teu amor
Colhi as tuas dores, banindo os teus temores
Embora banhada e perdida se encontre esta minha alma
Coloquei-te no meu peito
Refeito de emoções, cheias de silêncios.
Rosa desfeita em sílabas de dor
Amor sufocado de palavras nas noites solitárias.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

"JARDIM VIVO"

"JARDIM VIVO"

Jardim colorido
Por entre tulipas e lírios
Vivo todos os meus delírios
Com o coração cansado amargo na alma
Lembranças de uma vida feliz
Com o terço na mão
De um tempo em que amei
E fui muito amada
Solidão que fere e dilacera a alma
Ferida não cicatrizada que não se esquece
Quando as duas almas têm os seus destinos traçados
Conhecem todos os medos
Fraquezas e desejos
Acorrentei-me a ti e agora?
Mesmo que me soltes eu não quero ser livre
Quero acabar meus dias acorrentada a ti
No jardim colorido
Onde vive todos os meus delírios.


Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

"HÁ DIAS ASSIM"



"HÁ DIAS ASSIM"


Há dias assim; tristes, escuros
Mas nem todos os dias são como a tempestade
Há dias em que o sol aquece-nos a alma
Quantas vezes, fico parada no meu silêncio
Silenciosa nos meus pensamentos
A pensar e a olhar para nada
Como se o tempo parasse
E não se compadecesse com a minha dor
Com a minha desilusão ou o silêncio
Que a minha solidão e a minha tristeza me abandone
Para que a vida siga boa ou má
Há dias que a dor entra pela minha alma
Onde eu não sei como fugir de sua presença.
Percorre cada recanto, caminho só meu
Que eu nunca dei a conhecer a ninguém.
Sei que conheces de cor o meu coração
Ainda que negue muitas vezes da sua existência
Não sei rezar sobre esta dor
Talvez por isso, resolvi escrever
Para não desistir de mim.
Segui a luz que me guia pela vida fora.



Isabel Morais Ribeiro Fonseca