terça-feira, 25 de novembro de 2014

"NOTAS" Pinto as notas de meu querer......


"NOTAS"

Pinto as notas de meu querer
Notas flutuantes no cair da tarde
Que atingem os nossos momentos
Sonhos maravilhosos e belos
Onde o nosso amor é testemunha.
O vento lá fora sacode as árvores
Ouve-se o barulho dos galhos
Deito-me nos teus braços e adormeço
Ao som das notas de uma canção.
A minha alma procura nas tuas palavras
Doçura da tua voz e dos teus beijos.
A esperança de amar e de ser amada.
Mesmo nas noites ventosas e sombrias
Onde a tempestade torna-se calma
E sente-se o orvalho da manhã
Desses momentos eternos em nós!
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

terça-feira, 18 de novembro de 2014

ANALISE... ESCREVO...


ANALISE... ESCREVO...


Escrevo porque vejo o sol nascer
Escrevo pelas noites mal dormidas
Escrevo pelo amanhecer do teu rosto
Escrevo, escrevo, escrevo e pronto.
Escrevo porque a minha alma precisa
Escrevo por que tenho necessidade
Escrevo pelo amor que eu tenho da escrita
Escrevo pela vida que sinto em estar viva
Escrevo pelas manhãs orvalhadas e perfumadas
Escrevo o amor que vivo e sinto quando estou contigo
Escrevo e ninguém tem nada a ver com isso.
Escrevo pelas estrelas que brilham no céu
Escrevo pela lua que guia a minha vida
Escrevo pelo amor mais puro que sinto pelos meus filhos
Escrevo pela simplicidade das palavras
Escrevo por que sou muito amada
Escrevo por que amo muito o meu amado
Não analise, a minha escrita não vale apenas
Escrevo, simplesmente escrevo e pronto.
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

"AGUAS CLARAS, PÉ DESCALÇO"


"AGUAS CLARAS, PÉ DESCALÇO"

Pé descalço, coração de pedra magoado
Que cega esta nossa
Mais que nossa idolatria
Voluntária morte
Esta mortal vida,mal vivida
Onde deixamos reinar a tirania
Tão mal servida
Que bravas águas
Lágrimas no oceano profundo
Perdidas e esquecidas
Que chorei na mocidade
Daquelas que já foram celebradas
Noutra idade
Relembradas em liberdade
Sentidas de bravura
Águas claras
Mostrai-vos tão nossas conquistadas
Da memória antiga
Pé descalço e já magoado
Quando não poder ser amado
O canto das aves
Alegraram o meu pensamento
E o meu ouvido
O perfume das flores
Mostraram-me o céu na terra
Vivo isento e pobre sem abalar
O sentimento da fraca
Humanidade que se vive neste mundo
Cada vez mais frio
De calor humano
Pé descalço e magoado dos caminhos
Onde o mais escuro é claro
O mais leve é pesado
O mais brando é duro
Como as fragas das serras
De giestas, estevas.
Que cega esta nossa idolatria
Desta nossa voluntária morte
Sem viver a mortal vida
Reinando a tirania
Fechando os olhos
De sermos mal servidos
Pé descalço, magoado coração de pedra!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

NO MEU, NO TEU!


NO MEU, NO TEU!

Agarrado ao mais delgado fino de lã
Do nosso novelo diante de tantos momentos
As borboletas na cavidade
Concavidade da boca absoluta
Destas palavras onde digo palavras perdidas
Ao espelho, que riscam ecos de sons nus
No chão das terras já assombradas
E na vertigem do nosso reflexo
Abraço-me aos sons que palpitam
Puros na paisagem com eco
De cujos caminhos são as nossas rotas
De um lugar onde nunca estive
Mar de um tato de uma promessa
Onde os teus olhos guardam o teu silêncio
No seu gesto mais frágil
Entre as conchas e estrelas da praia
Corremos de mãos dadas na espuma das ondas
Que deslizam na areia para um cobertor
Lavado pelo mar salgado
Afinal a nossa cama é uma aragem
Uma estação, uma passagem
Um sopro, uma alma esvoaçada, um verso,
Uma folha de mim
Casa com a janela deixada aberta
Tantas vezes no teu, ou no meu coração.
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

"FELIZ"..... Eu só quero cantar a vida


"FELIZ"

Eu só quero cantar a vida
Amar e saltar na chuva
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Dançar sobre a areia da praia
Sentir a brisa quente do sol
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Não importa se é inverno ou verão
Não importa se é dia ou noite
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Eu só quero cantar sobre a vida
Letras expressivas com emoção
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Palavras belas diz-se ao coração
Alegria de amor, dando luz, cor à paixão.!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

"OUTONO DOCE"


"OUTONO DOCE"

Ó vento leva para longe de mim
As preocupações, as angústias
Eu sou como uma folha seca
Que cai no mas belo jardim
Choro sozinha o sonho perdido
Numa estrada deserta sem destino
Vejo o passado morto e partido.
Grito, que alguém me tire daqui
Mas de mim só sinto pena
Árvore nua na crua paisagem
Emerge atirando os braços ao céu
Sucumbe o silêncio com à sua força
Da fria brisa despiu todos os ramos
Sobreviveu nos braços do inverno
Peito da terra a germinar o grão
Natureza que pinta as histórias da vida
Sou como uma folha seca esquecida
Ó vento leva para longe de mim
As preocupações, as angústias
Para não chorar sozinha o sonho perdido!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca