segunda-feira, 23 de março de 2015

"LÍRIOS E ROSAS"

"LÍRIOS E ROSAS"

No peito saltam as pétalas de lírios
Sei que secaram o musgo
As trepadeiras
Onde nutrem as palavras desfolhadas
Das carícias do vento
Dos beijos, feitas
Refeitas dos sentidos esquecidos
Perfume das rosas
Plantadas no deserto
Sede que se mata de palavras
Em cada manhã
Estremeço com o teu cheiro
Respiro a tua alma
Na ponta dos meus dedos
Invento as tuas palavras
Como me fazes falta
Quando a solidão me procura à noite
Simples melodia da tua voz
Que encharcaram os ouvidos
No peito saltam pétalas de lírios
Adormeço meu amor
No aconchego de um colo que conheço, o teu.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 18 de março de 2015

"BRINCAR COM AS PALAVRAS"

"BRINCAR COM AS PALAVRAS"

Brincar com as palavras
Por caminhos sinuosos
Confusos os sonhos
Perdidos e achados
Trevas de luzes
Escondidos e difusos
Nas dores do amor
Os sentidos, os suores
As paixões nascem da esperança
Renascida de uma herança
Outrora perdida, agora encontrada
Palavras que confortam como um beijo
Delicado, contido, desejado
Profano pelos segredos escondidos
Agora despertos e acordados
Beijo que desnuda-se sem excessos
Pela crença mantida
Um corpo dormente, anestesiado.
Na força celestial, que une os astros, os corpos
Ao amor eterno de um poeta que viu a luz
Traduzem-se os sentimentos, que brincam com as palavras
Onde desnudam-se as letras suavemente.
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 11 de março de 2015

"LEVE SAUDADE"

"LEVE SAUDADE"

Sinto um vazio na alma
.........De chorar baixinho
As lágrimas cairão no silêncio da noite
Sinto uma solidão triste e profunda
........Uma leve brisa da saudade
Transformam-se num sonho
..........Apenas eu sei o que sinto
E faz florescer esta paixão
Que está presa dentro do meu ser
Está escondida e só se mostrará a ti
.........Ensinaste-me a amar
E o teu beijo não perdeu o sabor
Amar, é chorar por quem nos merece
É beijar a alma de quem não nos entristece
.........É ser o Sol que ilumina as minhas manhãs.
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quinta-feira, 5 de março de 2015

LIMOS DO SILÊNCIO

LIMOS DO SILÊNCIO

O silêncio sufoca-me
E amordaça-me calada
No espelho das palavras
Acumulam os sonhos

Vazias de si próprio
Na lama de águas mortas
Mágoas transformadas
Em limos desfeitos de medos

Silêncio refeito no espelho
Sonhos reféns das palavras
Mordaça fingida nas águas
Sentidas na morte da mágoa
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca