terça-feira, 26 de maio de 2015

OBRIGADO MEU AMOR

 OBRIGADO MEU AMOR

Meu amor acordas-me com carinho
Sinto as tuas mãos acariciar o meu rosto
E cheiro do café, esse aroma tão peculiar
Que eu tanto gosto, obrigado meu amor.!
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca


quinta-feira, 21 de maio de 2015

" FELIZ EM TI"

" FELIZ EM TI"

Chuva de inverno
Chuva de verão
Sem ti sou terra seca
Contigo uma flor
Sem ti sou como a erva
Contigo um jardim florido
Morro contigo
Morro sem ti
Partes comigo
Partes sem mim
Vibro contigo
Não vibro sem ti
Folhas ao vento
Folhas o chão
Deito-me contigo
Deito-me sem ti
Adormeço contigo
Adormeço sem ti
Sou feliz mas...não sem ti.!
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sexta-feira, 15 de maio de 2015

"AMAR-TE AO LUAR"

 "AMAR-TE AO LUAR"

Quero sentir a brisa do mar, amar-te na areia e ao luar
Sentir as ondas a bater nos meus pés
E mergulhar neste mar profundo
Que é o teu amor, ser uma sereia, amar-te sem fim.
És a brisa que me refresca na noite quente.
Eu quero amar-te e sentir o teu calor.
Abraçar-te e ver-te no reflexo dos meus olhos.
Dá-me o teu colo que eu quero deitar-me
Para sentir o teu coração a bater de amor
És a loucura que domina-me nos momentos de paixão
Nesta lua linda deste céu estrelado
Amar-te na areia é como o cheiro doce da nossa emoção.
És o alimento que me dá força para viver
Quando a luz do sol brilhar eu estarei a amar 
Esse teu olhar, um abraço forte da nossa paixão
 Que eu posso sentir... senti o teu amor juntinho ao meu
Tu és a minha felicidade e a minha fidelidade
........Quero amar-te sem fim.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quinta-feira, 7 de maio de 2015

MEDOS E DECEPÇÕES

MEDOS E DECEPÇÕES

Medos e decepções, letras mal escritas
Numa página marcada num cesto do lixo
Fantasma noturno de palavras cuspidas
Cuspidas num papel de uma agenda em branco
Medos e decepções desfeitos em insanidade
Rascunhos deixados na alma pelos dedos
Espíritos fracos desejosos e vingativos
Feitiços sangrentos com a fúria dos mares
Mares tempestuosos sem vergonha ou consciência
Guerra desfeita de quem morre de quem vive
Noites amargas sem sono do inferno ciumento
Voo febril rastejante, pegajoso
Alma consumida sem valor, desesperada competência
Consumida, derretimento no gelo
Palavras cuspidas, sem vírgulas, sem ponto, sem dor
Analfabetos, excêntricos, sem instintos gramáticos
Sílabas tontas na lógica das palavras subversivas
Medos e decepções cuspidas num cesto do lixo de casa.


segunda-feira, 4 de maio de 2015

RUDE DE AFETOS

RUDE DE AFETOS


Óculos escuros, caligrafia ao luar
Tento escrever para não ter medo
De sofrer, de pensar, de amar
Partir as correntes, que prendem o silêncio
Grito ao vento, para não viver um inferno
O sofrimento que dura momentos
Dança noturna feita em desenho
Na areia da praia, estratégia da alma
Ferida, magoada, saciada de desejo salgado
Ocultos sentidos de esguios instantes
Promessas alimentadas numa fogueira de cinzas
Rochas plantadas no coração rude infeliz
Sobre os pés de um pobre coitado, abandonado
Braços abertos, loucos de poesia
Sobre o regaço da imensidão
Mente fria, fechada, alheia a tudo
Luz que procria, que prevalece, na lucidez
Chama refletida nas profundidades
Dos olhos cegos, doentes, disfarçados, massacrados
Nas ventanias do desassossego, arrancadas de dor
Solitária escuridão de um caminho perdido
No tempo esquecido de afetos sentidos de flores
De amores, de emoções, rude talvez de afetos.
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca