sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

PARTIR


PARTIR

Quando eu partir
Tiver deixado este mundo
Não me pesará a terra
Nos ombros
De seixos, pedras
Fragas ou mármore
Não sentirei mais nada
Deixarei de ser
O que sou, quem fui
Na vida que vivi
Quando eu partir alguém
Que peça a Deus
O perdão que eu não pedi
Que reze muito por mim
E acenda-me uma simples vela.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca







quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

SALGADO MAR


SALGADO MAR

Era um pensamento
Uma doce caricia
Era um doce sentir
Um beijo já dado
Mas com sentimento
Tornou-se silêncio
Dado a paixão
Ao nosso amor
Como o mar
Que bate na costa
Com as ondas
Ardentemente
De tantos beijos
De salgado mar
Com toques calmos
Dados na nossa alma.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

VERBOS


VERBOS


Os sentidos verbos escondiam-se entre a erva
Espessa, alta, fresca e verde, do nosso jardim
As pétalas das rosas brancas escondiam-se entre
As letras das palavras da velha escondida casa
Os pontos escondiam-se entre as vírgulas dadas
Pelas gotas da chuva que já caiam intensamente
Os porquês, escondiam-se entre perguntas feitas
Pelas crianças de tão inocentes que ainda eram.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

TRANSPARENTE


TRANSPARENTE

Andamos talvez a morder as palavras
No dia a dia, desfeito tédio das noites
Em tempestades particulares já nossas
Grito nos escombros em verdes sulcos

Ramos inclinados escondidos esticados
De joelhos sozinha, parece já assustador
Banho solitário no toque suave do vento
A harmonia dorme o pensamento abatido

Deleito-me nas palavras, escritas na pele
Procurando um abrigo para minha solidão
Desnudo-me no meu intenso sentimento
Zelando o mar repleto de muitas emoções

De um ser que vive na felicidade do amor
Andamos a morder as palavras no dia a dia
Sentimento tão transparente aos teus olhos
Tu consegues desnudar-me o corpo, a alma.

╰☆╮
Isabel Morais Ribeiro Fonseca