domingo, 27 de março de 2016

CANSADA


CANSADA

Estou tão cansada desta vida
Se eu pudesse ou melhor ainda
Hoje eu morreria mais um pouco
Fora talvez da minha realidade

Num deslize entre o real, o irreal
Na solidão da escuridão já sentida
Da nossa verdade, da nossa mentira
Na dor ou na alegria já em sombrios

Pensamentos feitos por mentes sombrias
Ando cansada de tudo, tanta hipocrisia
Tanta falsidade, o mais importante na vida
As pessoas banalizaram, é tudo futilidade

As coisas mais importantes perderam o valor
Esqueceram do mais importante que é Deus
Por dentro estou cansada, engulo cada gota
      "De veneno que a vida me dá"


Isabel Morais Ribeiro Fonseca

terça-feira, 15 de março de 2016

TU ÉS MEU

 
TU ÉS MEU

Acredita nunca me senti assim
Tu és o homem que eu quero
Não temos, não existe segredos
Dás-me alegria, amor e paixão
Entre o céu, a lua, as estrelas            
Gosto sentir o teu forte corpo
Nos carinhosos abraços que tu
Me dás, sinto todo o teu amor
Amo beijar-te deixando-te louco
Gosto de saborear-te lentamente
Nas loucuras que assolam a mente
Dos teus gemidos de tanto prazer
E por segundos sinto-te a escorregar
Pelo meu corpo de ternas sensações
Posso saborear-te a qualquer hora
Sem hora marcada de dia, de noite
Tu és só meu, eu sei tenho a certeza
Dás-me amor quando me sinto só
O meu ser procura-te delirantemente
Nas frias noites de inverno, nos dias
Quentes de verão, tardes de primavera
Não vivo sem ti, tu és o meu homem.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

terça-feira, 8 de março de 2016

MISCELÂNEA


MISCELÂNEA

No meu próprio delírio
Labirinto da minha mente
Numa miscelânea perfeita
Desfruto de tudo que vejo

Mas a agonia que a habita
Neste coração em desalento
Sem rumo afasto-me da vida
É um remoinho em silêncio

Extermina engole o meu sol
Pedra fria num grito silencioso
Ausência sem presença, saída
Calo-me no silêncio que só meu

Longo inverno desencantado
De amarga chuva de sentidos
Uma lágrima persiste na face
Fixo-me numa oração e rezo.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


terça-feira, 1 de março de 2016

AMO LER-TE


AMO LER-TE

Quero ler-te como tu me lês
Nestas páginas que escrevo

Deleita-me no teu belo corpo
Leio-te nos sonhos que tens

Leio-te no caminho que faço em ti
Leio-te nos teus vazios segredos

Leio-te nas tuas profundas dores
Leio-te nas tuas lágrimas contidas

Leio-te na desilusão do teu coração
Leio-te nas asas do meu corpo em ti

Leio-te sedento de paixão por mim
Como gosto de ler-te, como tu me lês

Ler-te é amar-te mais, mais sem fim.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca