quarta-feira, 29 de junho de 2016

AMO SIM


AMO SIM

Amo-te.....amo-te sim
Amo-te em delírio
Gritando silenciosamente
Desejando-te ter-te aqui
Com as loucas saudades
De todos os teus sorrisos
De todos os teus abraços
Do teu mágico toque
Dos teus meigos afagos
E das tuas doces palavras
Amo-te.....amo assim.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


quarta-feira, 22 de junho de 2016

LIBERDADE


LIBERDADE

Nada me liberta
Tudo nesta vida
É escravidão
Tudo nesta vida
É servidão
Tudo nesta vida
É mentira
Tudo nesta vida
É hipocrisia
Tudo nesta vida
É comodismo
Tudo nesta vida
É tirania
Tudo nesta vida
É prisão
Tudo nesta vida
Tem resolução
Nem todas as verdades
São para serem ouvidas
Nem todas mentiras
São verdadeiras
Nem todas as feridas
São de saudade
Nem toda a fome
É de pão, mas de amor.

ღ❣••❣ღ

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sábado, 18 de junho de 2016

CIGARRO O ÚLTIMO


CIGARRO O ÚLTIMO

Estou vazia sem força
De linhas cosidas na alma
Num silêncio absoluto
Ensurdecedor de palavras
Soltas, perdidas, esquecidas
Escritas que não querem conjugar
Não consigo escrever, o meu corpo
Foi, passou para lá do limite, quem sabe
Fumo talvez o último cigarro de ti
Para nunca mais te voltar a tragar
Inspiração que traz à minha boca
O teu sabor, sabor esse que traz
Ao meu peito um tremor invasivo
De um intenso desejo do teu aroma
Aroma perfumado da tua pele em mim
Apetecia-me fugir por momentos
Esquecer o mundo sem lamentos
Como uma lágrima em cada poema
Num sentimento desejado, envolto
Num longo suspiro, de uma inspiração
Desenhado com uma infinita emoção
Onde os sonhos nos levam ao coração
Fumo um cigarro talvez o ultimo
Onde me sinto silenciosa, só…sem ti.

* _*
<\--♥
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 15 de junho de 2016

PÓ OU POEIRA


PÓ OU POEIRA

Quando um dia desses eu for
Poeira serei um pouco de nada
Serei uma folha levada pelo vento
Na madrugada invisível sem sorte
Ou talvez tenha, visto estar morto
No delicioso momento do passado
Presente das flores que enfeitam
A vida, enfeitando a morte como um
Fruto maduro em sonho esquecido
Na mente, somos isca, somos ego
Somos egoístas nesta terra de selvagens
Eu sou produto deste veneno que bebo
A morte não é nada, morte absoluta
Do corpo, da mente, reza, sorri, vive
Porque um destes dias eu, tu, ele, será pó
Poeira levada pelo vento como uma folha
Invisível, do triste ou alegre despojo da carne
Da nossa alma que faz o caminho do céu.

ღ❣•*¨*•.¸¸ƸӜƷ.¸¸.•*¨*•❣ღ

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sexta-feira, 10 de junho de 2016

"SONO"


SONO

No meu sono há quem sonhe
Quem chore, quem ame
Quem sofra encostados à dor
Mutilados na lavanda em flor
No murmúrio das águas das fontes
Nas carícias das giestas em amor
Núpcias de tamanho desejo teu
No meu sono entras tu totalmente
Nu, descalço no quarto num abraço
Ardosia escrita por mim, por ti
Alquimia feita pelas cinzas da noite
Quando beijas com ternura a minha alma.

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sábado, 4 de junho de 2016

CAMINHO

CAMINHO

Vivo e caminho por um longo trilho
Onde perco-me tentando encontrar
O inicio da estrada por mim percorrida
Pois cada amanhecer é uma nova etapa

Onde os meus passos gritam, com a dureza
Que piso as pedras, do caminho percorrido
E o meu coração salta com tanta velocidade
Que se sente as veias a bombearem o sangue

Sou feita de sombra , de medo, de coragem
De risos, de choro, de alegria, de emoções
De revolta, de perdas, de ganhos, de amor
No caminho dos passos seguros já dados

Pelas aguas que correm no rio das lágrimas.

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca