quarta-feira, 31 de agosto de 2016

COMEÇO NOVO


COMEÇO NOVO

Por favor não desanimes
Ainda que a tua voz seja muda
Ainda que o frio te morda
Ainda que o sol te queime
Ainda que o teu desejo te deixe
Ainda que o medo te fira
Ainda que sintas tempestade no corpo
Ainda que o vento se cale
Ainda que que a verdade te doa
Ainda que não exista fogo na tua alma
Ainda que não sintas paixão
Ainda que não sintas amor
Ainda que sintas dor
Ainda que o sentimento te leve longe
Ainda que a tua cruz seja pesada
Ainda que não exista vida nos teus sonhos
Ainda que o teu coração te diga não
Tu sabes que cada dia que passa
É e será sempre um novo começo
Pois tu nunca estás sozinho.
╭✿ *•.¸.•*❤
Isabel Morais Ribeiro Fonseca



sexta-feira, 19 de agosto de 2016

FOGO



















FOGO

É um fogo que me devora
Envolvendo todo meu ser
Esse fogo que me reluz
Em todo o momento
Que não se apaga da carne
Que tão pouco se esfria
Na alma, no coração
Chama que me aquece
Nas noites frias ou dias
Enquanto tu adormeces
Mas eu sou esse fogo
Que se faz abrasador na carne
No amor dos nossos corpos
Afinal tu és o fogo do amor
Fogo que devora o meu ser.

❤*•.¸.•* ╭✿ *•.¸.•*❤

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

HABITO



HABITO

Habito no corredor
....Das paredes nuas
Da minha memória
....Vómito de vinho
Amargo na boca
....Sou nevoeiro
Ou uma neblina
...Ponto, sílaba, vaga
Rosa vinha-virgem
...Véu negro do alpendre
Livra-me dos perigos
....De todos os inimigos
E por todos aqueles
.....Que esperam à muito
A minha vã morte
....Descalça entre as folhas
Voo dessa eminência
.....No espelho do desejo
Em compaixão eterna
......crescente o silêncio
Nesta dor em agonia
.....Desperto no leito do rio
Desta guerra a minha
....Habito no quente fogo
Labaredas da memória
....Para me tentar salvar.

*. *...★ * ★

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sábado, 6 de agosto de 2016

BATALHA


BATALHA

Deste-me os teus beijos
Que só tu sabes dar
Com os teus lábios
Beijei-te no meu silêncio
Destino, tempos turbulentos
Recordados no presente
Nasci de novo nas cinzas
Ao regressar à tua pele
De rosmaninho perfumada
Nua com o meu desejo
Delírio da tua boca, na minha
Onde guardo cada instante de ti
Que nos amamos loucamente
E em cada batalha que travamos
Sem medo, sem receio, aqui estou
Usa-me, ama-me, deseja-me.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca