domingo, 27 de novembro de 2016

SILÊNCIO RASGADO


SILÊNCIO RASGADO

Rasga-me o meu silêncio
Num profundo corte
De inquietação na alma
E me penitencio na dor
Que enrolada me devora
Neste soneto doloroso
De um mar cheio de lágrimas
Na solidão de tanto silêncio
Rasga-me o peito, fere-me a alma
É o silêncio que doí, que corroí
De tantos sentimentos escondidos
Perdidos, achados, esquecidos
Não, não quero sentir a escuridão
Quero apenas sentir-me no silêncio
Para tomar conta de mim em ti amor. 

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca


domingo, 20 de novembro de 2016

PORTAS DA ALMA



PORTAS DA ALMA

Abro as portas da minha alma
Liberto-me de todas as dores
Sou terra arada semeada de flores
Rio Sabor cauteloso no peito
Que desprende-se entre o corpo
Abro os braços à vida, a ti amor
Enterro as dores, todas as dúvidas
Liberto-me no universo turbulento
Enterro os grilhões entre o caminho
Desenterro os alicerces das ilusões
Rasgo com vigor a estrada interior
Que a cama se torna numa nuvem
Entre os teus beijos intermináveis
Sinto-me amada ai como me sinto
Ternura oferecida dos teus braços
Emoções inesquecíveis de sabores
Ou talvez de cores do teu coração.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

PARIR O TEMPO


PARIR O TEMPO

Talvez no infinito medular
Em busca do profundo fundo
Onde engulo os temporais
De mergulhos líquidos
Nos verbos necessários
Das lágrimas nos ventos
Na tempestade da alma
Parir de dor no tempo
Já chupei beijos de lima
Espremida na minha boca
Senti o teu coração invisível
E a tua alma inacessível
Na oca língua no beijo dado
Afiei a lâmina aguda no abismo
Para furar o inalcançável
Tentei encontrar a vontade
De ser eterno nesta caminhada
Onde o amor tenta descansar
E a morte é um tempo grávido
Que não tem pressa de parir
Já o amor é um sentimento grávido
Que ferve a parir sentindo o desejo.

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

MAR TÃO NOSSO


MAR TÃO NOSSO

Amo o teu corpo como um oceano infinito
Com os meus linfáticos sentimentos agitados
Pelas ondas deste mar que eu tanto amo
Tu és o meu lobo que tocas no meu coração
E em cada movimento, roubas-me a respiração
Pois a única esperança desta a vida é o teu beijo
O mar são os teus braços que resgatam o meu
Suspiro, talvez o último com o balanço das fortes
Ondas da nossa tempestade, juntos os nossos corpos
Flutuam na paixão do furacão que nos encontramos
Tu fazes parte do meu mar, da minha praia, de mim
Das minhas ondas que vagam entre os cardos que são
Lançados contra as rochedos, são as conchas
Dos nossos murmúrios, gemidos deste amado mar tão nosso
Cada vez que eu perco-me - Tu encontras-me
Cada vez que te perdes - Eu encontro-te
E quando nos encontramos - Nós nos perdemos.

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca